
Mais de 40 governantes internacionais participaram ontem dos actos inaugurais do Museu do Holocausto construído em Jerusalém, nos quais foram relembrados os horrores sofridos por cerca de seis milhões de judeus nas mãos do regime nazi.
Joschka Fischer, ministro alemão das Relações Exteriores, declarou que seu o país não pode esquecer sua responsabilidade na morte de seis milhões de judeus durante o nazismo. A cerimónia foi acompanhada por centenas de pessoas, entre as quais se encontravam as maiores autoridades políticas de Israel e dezenas de sobreviventes do Holocausto.
Localizado numa das extremidades do monte Herzl de Jerusalém, o novo museu abre suas portas no ano do 60º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). A instituição, que custou US$ 40 milhões e levou 10 anos para ser concluída, abriga em suas salas objectos autênticos da Segunda Guerra e da vida judaica na Europa antes e durante o Holocausto. Complementa o Yad Vashem original, que existe desde 1953.
O prédio, apoiado em uma ladeira, é um prisma de cimento armado, projectado pelo arquitecto judeu e natural de Boston (EUA), Moshé Safdie. No seu interior, um corredor com forma triangular e iluminação especial acolhe o visitante, que tem que atravessá-lo em ziguezague para entrar em cada sala.
Entre as salas do novo museu também há uma recriação da rua principal do gueto de Varsóvia, símbolo do confinamento ao qual os judeus foram submetidos e da revolta protagonizada pela resistência em 1944.
No museu também são descritos os massacres contra homossexuais, ciganos, comunistas e as práticas de esterilização levadas a cabo pelos nazis contra aquelas pessoas consideradas mentalmente incapacitadas.
Na sala mais imponente fica a "Sala dos Nomes" onde podemos encontrar o nome do português mais querido do povo judeu, o ENORME Aristides de Sousa Mendes.
Junto ao seu nome e ao de tantos que fizeram parte da História se encontra esta frase me comoveu extremamente:
"... Gostaria que alguém se lembrasse que um dia viveu uma pessoa chamada David Berger."David Berger na sua ultima carta, Vilna 1941
NÓS LEMBRAMO-NOS DAVID