Actualidade e Cultura Judaica por Marco Moreyra



Mekhitzah?


Dados da votação referente à questão "Concorda com a Mekhitzah (separação) de homens e mulheres na sinagoga?"
Depois de uma esmagadora maioria ter votado contra a "separação" no início da votação, com o tempo a tendência foi de cada vez mais uma balança equilibrada... ora vejam:

Sim 46%

Não 54%


Matisyahu - King without a crown



Finalmente música na FM


Como já devem ter reparado o "Judaica fm" já tem música. Sim essa coisinha aí em cima com uma setinha...
Não fazia sentido não ter!!! Onde já se viu uma FM sem música?!
Para já e por razões óbvias o artista é Matisyahu por isso...
Toca a clicar no PLAY


Ao vivo em Lisboa


Matisyahu

Amanhã ás 21h00 no Coliseu dos Recreios


Indespensáveis


Portugal e os Judeus - vol. I
Jorge Martins


Por António Carlos Carvalho
"Jorge Martins, fiel às obrigações que o ser historiador lhe impõe e à memória que os documentos colocam diante dos seus olhos, veio agora colocar uma importante pedra, sinal piedoso de lembrança e memória, nos túmulos dos muitos judeus portugueses que por cá ficaram, enfrentando o medo, a perseguição e o suplício, e dos outros, tantos foram, obrigados a buscar no desterro a salvação do mais precioso, o único verdadeiramente santo: a Vida. Mas que nunca esqueceram esta pátria madrasta. Desde Mendes dos Remédios (Os Judeus em Portugal, 1895) que não tinhamos uma obra com esta ambição - contar uma História esquecida ou voluntariamente enterrada no labirinto dos arquivos. Portugal e os Judeus cumpre o projecto que Mendes dos Remédios não chegou a concluir e vai bem mais além, detendo-se na historiografia e no ensino da História nestes nossos dias de confusão e desorientação."


Portugal e os Judeus - vol.II
Jorge Martins


Desde Mendes dos Remédios que não se publica no nosso país uma obra de conjunto que sistematize a evolução da relação do estado português com as comunidades judaicas ao longo da nossa multissecular história.
Portugal e os Judeus pretende ser um contributo para superar essa insuportável lacuna historiográfica. Originariamente era uma tese de doutoramento defendida pelo autor na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa no início deste ano. Revista, feitos alguns ajustes e complementada, para efeitos de publicação em livro, foi organizado em três volumes, a editar até finais de 2006 em datas carregadas de simbologia para a história dos judeus portugueses.Este segundo voume de Portugal e os Judeus (Do Ressurgimento das Comunidades Judaicas à Primeira República) é lançado à passagem de mais um aniversário do trágico estabelecimento da Inquisição em Portugal (23 de Maio de 1536), que vigorou oficialmente até 1821 e originou mais de quarenta mil processos.


Judeus em Portugal durante a II Guerra Mundial
Irene Flunser Pimentel


A partir dos anos 30, com a subida de Hitler ao poder e durante a II Guerra Mundial, Portugal tornou-se num porto de abrigo para milhares de judeus e refugiados políticos que fugiam das perseguições nazis e do Holocausto. Chegavam por via terrestre, através de Espanha, ou em navios fretados, muitas vezes graças à ajuda de cônsules portugueses, como Aristides de Sousa Mendes que, desobedecendo às ordens do regime e às políticas de restrição de entrada da PVDE, lhes concedeu vistos que significaram a sua salvação.
Por Portugal passaram "refugiados eminentes" como os escritores Saint-Exupéry, Alfred Döblin e Heinrich Mann, pintores como Marc Chagall, Max Braumann e Max Ernst, ou músicos como Darius Milhaud e Bela Bartok. O que encontraram em Portugal? Um país pobre, conservador, orgulhosamente só, a viver numa ditadura rígida sob o comando de António de Oliveira Salazar.
Com a sua chegada e durante o seu período de passagem, enquanto aguardavam saída para o exílio final, estes refugiados trouxeram uma lufada de ar fresco a um país fechado sobre si mesmo. Os hotéis de Lisboa e da Costa do Estoril encheram-se, as praias ganharam nova vida, nos cafés mulheres sofisticadas bebiam café e discutiam a evolução da guerra enquanto liam os jornais internacionais.
Não é possível saber ao certo quantos refugiados passaram por Portugal. Há quem aponte para os 100 mil, outros inclinam-se para os 50 mil. Irene Flunser Pimentel traça um retrato humano da passagem dos refugiados judeus por Portugal, bem como da reacção do regime de Salazar, que se viu a braços com uma invasão inevitável, mas indesejada.


Os 5000 Anos de História e Fé do Povo Judeu
Martin Gilbert


Em 1998, a senhora B. K. Nehru, de 90 anos, que Sir Martin Gilbert conhece como Tia Fori, contou-lhe que não era afinal hindu mas judia e pediu-lhe que lhe recomendasse uma breve história dos judeus. Sir Martin Gilbert decidiu escrever ele próprio essa história, em forma de carta, semana após semana. Esta obra é o resultado e uma indispensável introdução à história do povo judeu e à sua fé.
fontes: Fnac e Ed. Aletheia


Zimler descodificado...


Depois de "Conspiração contra a América" tinha decidido fazer uma pausa na leitura de romances! Não que este último me tivesse desiludido, antes pelo contrário... mas achava que devia dedicar um pouco mais de tempo ao estudo de documentos históricos e pôr de parte a imaginação que os romances nos transmitem.

Mas não consegui...

Quando saíu este "À Procura de Sana" sabia que não ia descansar enquanto não o lesse. Numa altura que os códigos disto e as descodificações daquilo empilham as prateleiras das livrarias, "aparece" nas bancas esta descodificação de Richard Zimler, o Autor. Um thriler electrizante onde o autor se expõe e, expõe de novo a nu e cru (entre outros temas viscerais) as relações israelo-palestinianas. Sem heróis nem santos...

Definitivamente a não perder!
(por nada deste mundo)

Sinópse: Depois do encontro com uma talentosa bailarina e do trágico passo que ela daria no dia seguinte, Zimler descobre então uma infância vivida à sombra do Monte Carmelo, na década de 1950, uma época de tolerância entre comunidades vizinhas de árabes e de judeus nos velhos bairros de Haifa. A demanda de Zimler desvenda a história desta amizade extraordinária, apesar de o conduzir através de uma teia de ilusão, crueldade e enganos e, finalmente, ao 11 de Setembro de 2001, quando a tragédia que testemunhou em Perth surge à luz do mais extremado contexto político.


Dor de cotovelo


O defesa do Gana John Paintsil foi alvo de críticas por parte da imprensa egípcia nesta segunda-feira, por ter comemorarado os golos da sua equipa contra a República Checa exibindo uma bandeira de Israel.

Paintsil, que joga no Hapoel Tel Aviv, comemorou este sábado os golos do Gana tirando de sua chuteira uma pequena bandeira de Israel e a agitando diante das cameras.
"O ignorante e estúpido Paintsil, que passou vinte dias no Egipto durante a última Taça das Nações Africanas, joga no Hapoel", destacou o comentador desportivo Alaa Sadek no jornal Al Akhbar, explicando ao público egípcio a relação do jogador com Israel.

"Os egípcios apoiaram a equipa de Gana até aquele instante e, depois, lamentaram ao ver a bandeira israelita", afirmou o jornal Al Masry al Yom.

A Associação de Futebol de Gana pediu desculpas pelo acto (!), por meio de uma nota oficial divulgada esta segunda-feira, e qualificou a atitude do jogador como "impensada". "Ele não tinha consciência do que estava a fazer", diz o texto.

E SE A BANDEIRA FOSSE DO EGIPTO?! Ai a inveeeeeeja...


Pensamentos


Se uma pessoa não for amanhã melhor do que é hoje, para que o amanhã é necessário?

Rabbi Nachman de Breslav


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