Actualidade e Cultura Judaica por Marco Moreyra



Myy menorahhh!!!



a pergunta


Uma vez que o pedido de comentários sobre o tema da aceitação do Judaísmo Conservador nos E.U.A. da nomeação de rabinos homosexuais e realização de casamentos "gay" no movimento, não correu lá muito bem, vou ser mais pragmático: uma votação...

Qual a sua posição sobre a nomeação de Rabinos homosexuais e realização de casamentos "gay"?

sem comentários (pleeeease)

Contra
A favor
a favor dos Rabinos
a favor dos casamentos

Etiquetas:


Entrevista a David Duke



David Duke entrevistado por Wolf Blitzer na CNN

Antigo líder do Klu Klux Klan, agora aliado do Irão na negação do SHOA, David Duke é entrevistado pela CNN na Conferência do Holocausto em Teerão. Ao que parece este "senhor" mostrou-se incomodado com a presença de Nuno Rogeiro na mesma conferência e ameaçou mesmo sair caso Rogeiro tivesse oportunidade para expor a sua opinião.


O Irão nazi


Por Nuno Rogeiro in Jornal de Notícias, 15. Dez. 2006.

A República "Islâmica" do Irão decidiu patrocinar uma reunião de nazis e racistas (incluindo David Duke, ex-"Grande Dragão" do Ku Klux Klan), elementos da extrema-esquerda "anti - ianque" europeia e japonesa, antigos membros dos "exércitos vermelhos" que semearam o terror na Europa (um dia falar-se-á sobre os mesmos, e os seus agentes em Portugal, sejam mais ou menos gordos). A intenção era a de deslegitimizar o Estado de Israel, de negar a existência de um Holocausto nazi contra os judeus europeus e contra a civilização ocidental, nos anos 30. Por esse processo, pensavam a presidência e o Governo iraniano reunir, sob a sua bandeira, o mundo dos árabes de boa fé, criar um novo motivo de aliança dentro do Islão, e aproveitar os trunfos aparentes, gerados desde o relatório Baker.

O pouco dotado senhor Halmadinejad terá pensado, como me foi dito por um dos seus "estrategos", que esta era a altura para "atacar a jugular" do "estado judeu", e "começar a sua derrocada".
O erro de cálculo foi brutal. Exposta ao ridículo e ao opróbrio universal, a conferência nazi fez perder ao Irão, em dois dias, o que o mesmo terá ganho em "credibilidade internacional", nas últimas semanas ou meses (no fundo, desde o fim da guerra do Líbano).

Por um lado, o PM israelita pôde ir ao Vaticano e aos países da União Europeia, reuniu-se com o Paquistão, e recolheu apoios sentidos. Por outro lado, nem o patético Venezuelano Chavéz, nem o eterno moribundo Castro, se atreveram a solidarizar-se com a cretinocracia de Teerão. Até a arma atómica não declarada de Israel parece justa, face a um regime que se sente orgulhoso por receber, dentro de casa, os celebrantes dos genocídios do passado.

A União Europeia reagiu às tolices sinistras da presidência iraniana, mas devia ter ido mais longe. É preciso dar ao Irão um tempo razoável para pedir desculpa pelo que se passou. É preciso dar ao Irão um tempo razoável (mas não muito), para identificar publicamente aqueles que falaram em Teerão, e o que disseram sobre o Holocausto. É preciso dar ao Irão um tempo razoável para explicar quem entrou no país a proteger os "intelectuais nazi-estalinistas-trotsquistas-guevaristas", que guarda-costas e militantes o fizeram, e quem está indiciado ou procurado pela INTERPOL (a que a PJ iraniana pertence).

Se nada acontecer, a UE deveria suspender toda e qualquer relação com o Teerão. E deveria expulsar os elementos dos serviços de segurança do Estado (MOIS), que estão identificados nas várias embaixadas e legações na Europa, e que foram os controleiros e contactos desta rede de alucinados, que faria outro genocídio, se pudesse.


e agora?!


Gostaria que lessem a notícia seguinte e participassem com comentários. Estou “mortinho” por saber o que os Judeus portugueses (Masorti e Ortodoxos) acham sobre esta decisão...
REUTERS – Michelle Nichols (New York)

Líderes do movimento Conservador nos E.U.A. abriram nesta quarta-feira a porta à ordenação de rabinos homossexuais e ao reconhecimento do casamento gay, mas deixaram claro que os mais ortodoxos nessa fé podem ser contra essa liberalização.
"Nós, como um movimento, vemos a defesa do pluralismo e sabemos que as pessoas chegam a conclusões diferentes", disse o rabino Kassel Abelson, falando à Comissão da Assembléia Rabínica sobre a Lei e Padrões Judaicos. Essa comissão, formada por 25 membros, emitiu uma série de relatórios consultivos.
"Esses ... são aceitos como directrizes, de forma que os gays e lésbicas possam ser bem recebidos na nossa congregação e nas nossas comunidades e se sintam aceitos", acrescentou.
As declarações emitidas pela comissão não têm carácter obrigatório para as congregações ou os seminários. Um dos documentos disse abertamente que os gays devem poder ser rabinos e que os "relacionamentos gays com compromisso" podem ser reconhecidos, mas não abençoados. Essa declaração também mantêm a proibição no Torá (os Cinco Livros de Moisés) contra o coito homossexual.
Numa votação em separado, o grupo também manteve uma afirmação feita em 1992 segundo a qual não são aconselháveis a ordenação de gays e o reconhecimento de casamentos entre pessoas do mesmo sexo. O resultado é uma abordagem confusa que vai permitir que tanto os liberais como os mais ortodoxos do movimento sigam as políticas de sua preferência, sejam elas quais forem.
Com tanta coisa deixada a cargo dos critérios das instituições e das congregações, é provável que essa questão continue a provocar controvérsia no movimento.
Quatro membros da comissão renunciaram depois de as declarações serem emitidas, alegando serem contrários aos métodos usados para chegar às conclusões no documento sobre a liberação de rabinos gays. Foram eles; Rabbi Joel Roth, Rabbi Leonard Levy, Rabbi Mayer Rabinowitz e Rabbi Joseph Prouser.
Sem querer interferir na vossa opinião, deixo a minha:
È um erro crasso! Se o movimento tem como um dos seus pilares o cumprimento da Halachá, esta decisão não faz sentido. Na minha opinião nem sequer a sua discussão faria sentido. A Torah é clara sobre este assunto, quer entendamos ou não aquilo que ela nos ordena. A decisão vai servir meramente para criar confusão e divisões no movimento. Infelizmente!

Etiquetas:


"Hannukah Song 3"



A Fórmula de Deus


De José Rodrigues dos Santos



Sínopse: Nas escadarias do Museu Egípcio, em pleno Cairo, Tomás Noronha foi abordado por uma desconhecida. Chamava-se Ariana Pakravan, era iraniana e trazia consigo a cópia de um documento inédito, um velho manuscrito com um título e um poema enigmático.

DIE GOTTESFORMEL

Terra if fin

De terrors tight

Sabbath fore

Christ nite

O inesperado encontro lançou Tomás numa estranha aventura, colocando-o na rota da crise nuclear com o Irão e da mais importante descoberta efectuada por Albert Einstein, um achado que nos leva a penetrar no maior mistério da História:

A prova científica da existência de Deus.

Uma história de amor, uma intriga de traição, uma perseguição implacável, uma busca espiritual que nos leva à mais espantosa revelação mística de todos os tempos.

Baseada nas últimas e mais avançadas descobertas científicas nos campos da física, da cosmologia e da matemática, A Fórmula de Deus transporta-nos, numa espécie de percurso iniciático, numa empolgante e primordial viagem até às origens do tempo, à essência do universo e ao sentido da vida.


Uma visão judaica do ABORTO


A palavra aborto não se ouvia tão insistentemente desde o referendo de 1998. O assunto volta à ordem do dia e prevê-se um arrastamento mediático de pontos e contrapontos de defesa de diferentes valores éticos, morais e sociais. A visão judaica tradicional não se enquadra directa e exclusivamente em nenhuma das posições “pró-vida” ou “pró-escolha”. O Judaísmo não resolve esta nem nenhuma discussão de ânimo leve e neste caso em particular não poderia jamais ter uma posição radical visto ser uma situação muito particular e de difíceis avaliações, bem ao estilo “cada caso é um caso!”. O Judaísmo jamais poderá condenar por completo o aborto nem apoiar a categoricamente a sua indiscriminação.

A palavra aborto e o verbo abortar ganhou contornos depreciativos ao longo de muitas discussões de baseadas quase sempre em juízos de valor, mas a verdade é que a palavra existe há bastante mais tempo que o termo “Interrupção Voluntária da Gravidez” e de facto pessoalmente não a acho depreciativa. Não podemos colocar esta palavra no mesmo patamar de algumas palavras que nos fizeram mudar a nossa linguagem (e bem) quando se referia a pessoas com problemas de alcoolismo e drogas como bêbados e drogados, respectivamente. O aborto é segundo o dicionário: acto ou efeito de abortar; expulsão do feto antes do fim da gestação. É este o assunto entre mãos: o aborto, neste caso particular de acordo com as directrizes do Judaísmo.

Uma mulher poderá sentir que até o feto fazer parte do seu corpo ela retêm o direito de abortar uma gravidez não desejada. Será esta a posição reconhecida como um direito pelo Judaísmo?

A melhor forma de interpretar quando o aborto é permitido e quando é proibido requer a apreciação de certas particularidades da Halachá (Lei Judaica). No entanto apesar das discussões rabínicas se o aborto é ou não uma proibição Bíblica, todos concordam no conceito fundamental que, geralmente, o aborto só é permitido para proteger a vida da mãe ou em outras situações extraordinárias.

À luz da Halachá um feto é como um ser humano praticamente pleno e na maioria das circunstâncias deve ser tratado como qualquer outra “pessoa”. Isto é, geralmente não podemos prejudicar deliberadamente o feto e existem sanções mesmo em situações que alguém causa um aborto involuntário a uma mulher grávida.

Não quer dizer que a maioria das autoridades rabínicas considerem o aborto como um assassinato e o facto da Torá obrigar um pagamento monetário a quem causa um aborto involuntário é interpretado por alguns Rabinos como indicação que o aborto não é um crime capital. Existem ainda desacordos relativamente a se a proibição da prática de aborto é Bíblica ou Rabínica.

Mas a discussão judaica sobre o aborto começa de facto com o texto bíblico do Êxodo (Shemot 21:22-23) quando se dá uma situação em que dois homens lutam. Durante a luta, um dos homens acidentalmente bate numa mulher grávida. A Torá diz que se a mulher é morta então, um corpo (nefesh) será dado para um corpo, isto é, uma vida será dada por uma vida. O homem que a golpeou é considerado um assassino e é punido de igual modo. Se, no entanto, a mulher aborta mas não morre, o homem deve pagar o erro monetariamente. Ele não é responsável por assassinato porque o feto apesar de tudo não é considerado nefesh, um ser humano.

Podemos concluir que o aborto no Judaísmo só é permitido em caso de ameaça directa da vida da mãe. Nessas condições, o feto poderá de ser considerado, de acordo com a opinião de Maimonides, equivalentemente a um “rodef”, um perseguidor da mãe com a intenção de a matar.

Não obstante, como explicado na Mishná (Ohalot 7:6), se for possível poupar a mãe através da mutilação do feto, tal como por amputar um membro, aborto seria proibido. Apesar da classificação do feto como um “perseguidor”, uma vez que a cabeça do bebé ou a maioria do seu corpo passar a matriz, a vida do bebé é considerada semelhante à da mãe, e como tal não podemos escolher uma vida sobre outra, porque é considerado como se ambos se estivessem a perseguir.

É importante salientar que a razão pela qual a vida do feto é inferior à da mãe é porque o feto é a causa da condição de ameaça de vida da mãe, directamente (devido a Pré-eclampsia/toxemia ou posição de rompimento) ou indirectamente (exacerbação de diabetes subjacente, doença de rim, ou hipertensão). Um feto não pode ser abortado para poupar a vida de qualquer outra pessoa não directamente ameaçada pelo feto, tal como uso de órgãos para transplantar.

Como vimos, se uma vida da mulher está em perigo é permissível - aliás, obrigatório -terminar sua gravidez. Mas que dizer sobre casos onde o perigo é de outro tipo? Por exemplo, uma mulher que sofre dano psicológico por “trazer ao mundo” uma criança que é o “fruto” de uma violação ou que sofre de uma desordem genética. Este dano psicológico é suficiente para permitir um aborto?

A crença de Rashi que o feto não é considerado uma vida humana (nefesh) é a base para esta posição, e em certas circunstâncias, o dano psicológico é perigo suficiente para permitir o aborto. Aqueles que concordam da interpretação de Maimonides, não focalizam no entanto o estado não-humano do feto. Concordam que o aborto é permitido só quando o feto ameaça a vida da mãe. Quando o feto não é ameaçador da vida - ainda que ameaça a mulher em outros meios - aborto não é permitido.

Embora muitas autoridades liberais permitam o aborto mesmo para casos de gravidez indesejável quando há um potencial estrago psicológico à mãe, é importante frisar que o judaísmo não se apoia para no lema "direito da mulher escolher". Um feto é considerado equivalente a um membro do nosso corpo; de igual forma a Lei Judaica proibiria alguém de escolher cortar o próprio membro, proibiria aborto sem uma razão categórica.

:: Bibliografia ::
Yosef Karo - Shulchan Aruch (Choshen Mishpat)
Maimonides - Mishné Torá (Leis de Assassinato)
Talmud Bavli (Sanhedrin)
Mishná (Ohalot)
Moshe Spero - Judaism & Psychology
Rabbi Yitzchak Zilberstein - Emek Halacha
Encyclopedia of Jewish Medical Ethics


Marco Moreyra © Novembro 2006

Etiquetas:


Image Hosted by ImageShack.us

O Autor

  • I'm Marco Moreyra
  • From Lisboa, Portugal
  • "O risco de uma decisão errada é preferível ao terror da indecisão" MAIMONIDES
  • Perfil

Últimos artigos

Arquivo

Blogues


ATOM 0.3