Liviu Librescu, um reconhecido académico israelita que trabalhava na Universidade Politécnica da Virgínia, tentou impedir o homem que na segunda-feira matou 32 pessoas no centro, mas não conseguiu e acabou por ser morto. "Ouvi que tentou fechar as portas para impedir o agressor, mas ele atirou", relatou Ayala Librescu, nora do professor, ao jornal Yedioth Ahronoth.
Segundo Arieh, um dos filhos do académico, o assassino atirou sobre ele "através da porta" quando tentava bloquear o acesso à sala de aula, o que permitiu aos alunos escapar pelas janelas. "Quando estes viram que ele não saiu pela janela, compreenderam o que tinha acontecido", acrescentou.
Librescu, 75 anos, leccionava na Faculdade de Engenharia e Mecânica, onde a maioria das vitimas morreu. Sobrevivente do Holocausto nazi, o académico era natural da Roménia e emigrou a Israel na década de 70, graças à intervenção pessoal do então primeiro-ministro israelita Menachem Begin.
Após dar aulas vários anos em duas universidades israelitas, Librescu foi em 1984 aos Estados Unidos para um ano sabático, mas acabou se radicando no país. "Gostava muito do que fazia, era sua Paixão", afirmou sua nora.
A família confirmou que pediram a repatriado do corpo para que possa ser enterrado em Israel. O presidente da Universidade de Haifa, Arroz Be Ze'ev, afirmou em comunicado que os incidentes na Virgínia "lembram a importância de educar toda a sociedade na tolerância e na santidade da vida".
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